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Saber Saber|55ª Edição: 04/05/26 a 08/05/26
  • 04/05/2026
  • 08/05/2026

Saber News: 55ª Edição: 04/05/26 a 08/05/26

Reflexão da Semana 💭

“Não há saber mais ou saber menos: há saberes diferentes.” — Paulo Freire

Carreira e desenvolvimento

Ter autonomia faz a gente mais feliz?

Mundo do Trabalho

Seu trabalho treinando a IA? Meta quer usar funcionários como “professores” de máquinas

A Meta, liderada por Mark Zuckerberg, anunciou que passará a monitorar cliques, movimentos de mouse e digitação de funcionários nos EUA, não apenas para produtividade, mas para treinar sistemas de IA capazes de replicar tarefas humanas no ambiente digital.

Na prática, o plano envolve:

  • Coletar interações reais dos funcionários no computador
  • Transformar esse comportamento em dados para IA
  • Criar sistemas capazes de:
    • Navegar em menus
    • Preencher processos
    • Operar softwares sem intervenção humana

Esse movimento não é isolado. A Meta já vinha testando formas de ensinar máquinas a agir como pessoas — inclusive pagando por vídeos de tarefas do dia a dia.

Aposta alta em inteligência artificial:

  • Investimento previsto: US$ 140 bilhões em 2026
  • Valor quase duas vezes maior que o do ano anterior

Segundo Zuckerberg:
“2026 será o ano em que a IA mudará drasticamente o trabalho.”

Mas nem todo mundo está confortável com essa direção. O anúncio chega em um momento sensível, marcado por cortes de pessoal, o que intensifica as preocupações.

Cenário atual da empresa:

  • Cerca de 2 mil demissões já realizadas

Rumores indicam:

  • Nova rodada pode atingir até 10% da equipe (aprox. 8 mil pessoas)

O resultado? Um debate cada vez mais presente: até onde vai a inovação e onde começa o excesso de controle?

No fim, fica a reflexão: estamos entrando em uma era de eficiência ou assistindo à construção silenciosa de substitutos digitais?

Crescer primeiro, lucrar depois: o jogo do Spotify deu certo?

O Spotify completa duas décadas mostrando que, no mundo das big techs, crescer pode ser mais importante do que lucrar — pelo menos no começo. A empresa levou cerca de 15 anos para registrar lucro consistente, apostando em uma estratégia clara: conquistar o mundo antes de fechar as contas no azul.

Crescer primeiro, lucrar depois

Desde o início, o Spotify priorizou expansão global e aumento da base de usuários, mesmo operando no prejuízo por anos. A lógica era simples: quanto mais gente na plataforma, maior o potencial de receita no futuro.

Estratégia na prática:

  • Presença em mais de 180 países
  • Modelo freemium:
    • Versão gratuita com anúncios
    • Plano pago com benefícios
  • Foco em ganhar escala antes da rentabilidade

O desafio por trás do streaming

Apesar do sucesso entre os usuários, transformar audiência em lucro não foi tão simples. O principal obstáculo sempre esteve nos custos com direitos musicais.

Por que demorou tanto para lucrar:

  • Cerca de 70% da receita vai para gravadoras e artistas
  • Margens reduzidas mesmo com milhões de assinantes
  • Alto custo para manter e expandir a plataforma

O lucro finalmente chegou

Após anos focado em crescer, o Spotify só passou a ter lucro consistente recentemente, impulsionado pelos assinantes pagos.

Virada de chave:

  • Lucro consolidado apenas em 2024
  • Receita cada vez mais baseada em assinaturas
  • Base global de usuários consolidada

A trajetória do Spotify mostra que, no universo digital, o caminho até o lucro pode ser longo — mas, com escala e estratégia, pode valer a pena.

Ciência e Tecnologia

“Na ponta da língua”: o que acontece no cérebro quando a palavra não vem

Sabe quando você tem certeza do que quer dizer, mas a palavra simplesmente não sai? Esse fenômeno, conhecido como “na ponta da língua”, é mais comum do que parece — e não significa esquecimento total, mas sim uma falha momentânea no acesso à informação.

O que acontece no cérebro

Quando falamos, o cérebro ativa primeiro o significado daquilo que queremos dizer e, em seguida, busca a forma da palavra (sons, sílabas e pronúncia).

O “travamento” acontece justamente nessa segunda etapa.

Sinais clássicos desse fenômeno:

  • Você sabe exatamente o que quer dizer
  • Consegue descrever a palavra
  • Lembra de pistas, como:
    • Primeira letra
    • Número de sílabas
    • Palavras parecidas

Isso mostra que a informação não foi esquecida — ela só não está sendo acessada completamente.

Por que isso acontece

O problema está na conexão entre áreas do cérebro ligadas à memória e à linguagem. Quando essa comunicação falha, a palavra “fica presa”.

 Fatores que aumentam esse efeito:

  • Cansaço mental
  • Estresse ou ansiedade
  • Sobrecarga de informações
  • Envelhecimento (tende a ocorrer mais com a idade)

O curioso: você está “quase lembrando”

Uma das partes mais interessantes é que o cérebro fica muito perto de acertar — por isso você sente que a palavra está “na ponta da língua”.

O que isso revela:

  • O cérebro acessou o significado corretamente
  • Mas falhou ao recuperar a forma sonora completa
  • Informações parciais continuam disponíveis

Por que a palavra surge depois

Muitas vezes, a palavra aparece quando você para de tentar. Isso acontece porque o cérebro continua processando a informação em segundo plano.

 Ou seja:

  • Mesmo sem esforço consciente
  • O cérebro segue “procurando”
  • Até recuperar a palavra correta

No fim, esse fenômeno mostra como o cérebro funciona de forma complexa: você não esqueceu — só não conseguiu acessar a informação no momento certo.

E você, já ficou travado tentando lembrar uma palavra que parecia óbvia? 💭

Falar sobre sentimentos ajuda crianças a desenvolver inteligência emocional, diz a ciência

Você já reparou que algumas crianças conseguem entender melhor o que sentem e também perceber com mais facilidade as emoções das outras pessoas?

Segundo a psicologia, crianças que crescem ouvindo pais, avós, professores e outros adultos falando sobre sentimentos costumam desenvolver uma inteligência emocional mais forte.

Como os adultos ajudam no desenvolvimento emocional?

Durante a infância, aprender observando é muito importante. Quando a criança convive com pessoas mais velhas, ela escuta palavras mais variadas, aprende novas formas de se expressar e percebe como os adultos lidam com tristeza, raiva, alegria e frustrações.

Isso ajuda no chamado desenvolvimento emocional, que é a capacidade de entender e controlar os próprios sentimentos.

Falar sobre sentimentos faz diferença

Quando os adultos explicam emoções, perguntam como a criança está se sentindo e mostram interesse pelo que ela pensa, isso fortalece muito sua inteligência emocional.

Por exemplo, em vez de apenas dizer “pare de chorar”, um adulto pode perguntar: “Você ficou triste com isso?” ou “Quer me contar o que aconteceu?”.

Além disso, a convivência com avós e pessoas mais experientes também traz outra vantagem: eles compartilham vivências e ensinam formas diferentes de enfrentar dificuldades, o que ajuda a criança a se tornar mais resiliente.

Sinais de uma boa inteligência emocional

Algumas atitudes mostram que a criança está desenvolvendo bem essa área.

Reconhece emoções – Ela consegue perceber quando está triste, feliz, com raiva ou com medo, e também nota isso nas outras pessoas.

Sabe se expressar melhor – Em vez de agir por impulso, ela tenta explicar o que está sentindo.

Lida melhor com frustrações – Consegue esperar, aceitar um “não” e enfrentar pequenas decepções sem perder totalmente o controle.

Demonstra empatia – Mostra preocupação com os outros, escuta e tenta ajudar quando alguém está mal.

Tem curiosidade sobre o outro – Quer entender o que as pessoas pensam e sentem, o que fortalece amizades e relações mais saudáveis.

Só conviver com adultos é suficiente?

Não. A convivência com outras crianças também é muito importante.

Brincar com colegas da mesma idade ajuda no aprendizado da cooperação, da divisão, da paciência e da resolução de conflitos. É nesse contato que a criança aprende a negociar, compartilhar e lidar com diferenças.

O mais importante é a presença

A ciência mostra que não é a quantidade de tempo, mas a qualidade da presença que faz diferença. Um adulto que escuta de verdade, respeita a opinião da criança e conversa sobre sentimentos cria um ambiente seguro para ela crescer emocionalmente mais forte.

Não é preciso ser perfeito. O mais importante é estar presente, ouvir com atenção e mostrar que sentir faz parte da vida.

Saúde

Chatbots na saúde: ajuda rápida ou risco silencioso?

Para muita gente, usar IA já virou rotina. Um exemplo é Abi, uma mulher de Manchester, na Inglaterra, que recorre a ferramentas como o ChatGPT para tirar dúvidas de saúde de forma rápida — quase como conversar com um médico, mas pelo celular.

Isso ganha força em um cenário em que consultas nem sempre são fáceis de conseguir.

Entre erros e acertos

Apesar de úteis, os chatbots não são infalíveis. Abi já recebeu orientações corretas, mas também levou sustos com diagnósticos errados. Isso acontece porque, enquanto a IA acerta quando recebe informações completas, na vida real as pessoas explicam os sintomas de forma incompleta — o que aumenta as chances de erro.

O que os estudos mostram:

  • A precisão pode chegar a 95% em cenários completos
  • Mas cai para 35% em interações reais com usuários

Ou seja, na prática, erros podem acontecer em até dois terços dos casos, principalmente pela forma como as informações são passadas.

Por que isso preocupa

Especialistas alertam que o problema não está apenas nos erros, mas na forma como as respostas são apresentadas: com muita confiança, o que pode levar as pessoas a acreditarem sem questionar.

Principais riscos:

  • Informações incompletas ou interpretadas de forma errada
  • Respostas convincentes, mesmo quando incorretas
  • Sensação de aconselhamento “personalizado” que pode enganar

Segundo autoridades de saúde, as pessoas já usam essas ferramentas, mas elas ainda não são totalmente confiáveis.

Afinal, dá para confiar?

A OpenAI, responsável pelo ChatGPT, afirma que a ferramenta deve ser usada para informação e educação, e não como substituta de médicos. Isso acontece porque, apesar dos avanços, a IA ainda pode interpretar sintomas de forma incompleta ou gerar respostas incorretas com muita confiança.

📌 Na prática:

  • Pode ajudar em dúvidas iniciais e orientação geral
  • Não substitui diagnóstico ou avaliação profissional
  • Pode errar quando recebe informações incompletas
  • Exige senso crítico e checagem das informações

No fim, a tecnologia pode ser uma aliada — desde que usada com cuidado. Afinal, quando o assunto é saúde, confiar cegamente pode não ser a melhor escolha.

Brasil e Mundo

Detox digital: jovens ficam 30 dias sem smartphone. Qual foi o resultado?

Ficar sem celular parece impossível para muita gente, principalmente para os jovens. Mas um grupo de americanos decidiu encarar esse desafio: trocar o smartphone por celulares mais simples durante 30 dias.

Sem redes sociais, sem Google Maps e sem música por aplicativos como Spotify, eles viveram uma espécie de “detox digital”, ou seja, uma pausa no uso excessivo da tecnologia.

A ideia faz parte de um movimento que cresce entre jovens que querem diminuir os efeitos negativos do uso exagerado das telas e das redes sociais.

Como foi ficar um mês offline?

Durante o desafio, os participantes usaram celulares básicos, com funções simples como ligações, mensagens e aplicativos essenciais, como o Uber.

No começo, a adaptação foi difícil. Muitos contaram que sentiam o impulso automático de pegar o celular no bolso, mesmo sem ele estar ali.

Jay West, de 29 anos, disse que estranhou até esperar o ônibus sem poder acompanhar tudo pelo celular. Mas, com o tempo, ele percebeu algo importante: ficar entediado também faz parte da vida.

Segundo ele, a experiência foi libertadora.

Menos ansiedade e mais atenção

Antes da experiência, alguns participantes disseram que não conseguiam nem assistir a um episódio inteiro de uma série sem checar o celular.

Depois do desafio, relataram mais foco, menos ansiedade e mais presença no dia a dia.

Alguns passaram a ouvir mais música de outras formas, como CDs antigos, e até pedir informações para pessoas na rua em vez de depender do GPS.

A ciência também alerta

Especialistas já apontam que o uso excessivo do celular pode estar ligado à ansiedade, dificuldades de atenção e problemas de sono.

Uma pesquisa mostrou que muitos jovens entre 18 e 29 anos gostariam de diminuir o tempo de uso de telas.

Além disso, universidades e grupos sociais têm incentivado períodos sem redes sociais e encontros presenciais sem o uso do celular.

O mais importante: ter vida fora da tela

Os organizadores do projeto explicam que apenas largar o celular não basta. É preciso ter outras formas de conexão, como amizades, encontros e atividades em grupo.

Por isso, o programa também oferece reuniões semanais para conversas e convivência entre os participantes.

A ideia é simples: trocar um pouco da vida online por experiências reais.

O começo de uma mudança

Depois da experiência, muitos participantes mudaram seus hábitos. Alguns apagaram redes sociais, outros passaram a usar menos o celular e até criaram grupos para incentivar a chamada “sobriedade digital”.

Para eles, isso não é apenas um desafio passageiro, mas o início de uma nova forma de viver com mais equilíbrio entre tecnologia e vida real.

Finanças

Gás de cozinha mais caro: o que explica a alta e como reduzir o impacto no dia a dia

O preço do gás de cozinha voltou a pesar no bolso. Mas por quê? Mesmo sendo básico, seu valor depende de vários fatores fora do controle do consumidor.

Por que o gás está mais caro

Mesmo sendo produzido no Brasil, ele segue o mercado internacional e é influenciado por fatores externos.

Principais fatores:

  • Variação do preço do petróleo
  • Alta do dólar, que encarece importações
  • Política de preços baseada na paridade internacional
  • Custos de refino, transporte e distribuição
  • Margens de distribuidoras e revendedores

Isso significa que, mesmo sem mudanças no consumo, o preço pode subir por fatores externos.

Como funciona a formação do preço no Brasil

O valor do botijão é resultado de várias etapas até chegar ao consumidor.

Etapas que compõem o preço:

  • Produção ou importação do gás
  • Processamento nas refinarias
  • Transporte (rodoviário ou marítimo)
  • Distribuição para revendedores
  • Revenda final ao consumidor

Impacto direto na população

Por ser essencial, o gás de cozinha pesa proporcionalmente mais no orçamento das famílias, principalmente das de baixa renda.

Consequências da alta:

  • Redução do poder de compra
  • Ajustes na alimentação e rotina doméstica
  • Uso de alternativas menos seguras (lenha, álcool, improvisos)

Esse cenário aumenta riscos à saúde e à segurança.

Como economizar no uso do gás

Mesmo com preços elevados, algumas práticas ajudam a reduzir o consumo no dia a dia.

Dicas eficientes:

  • Usar panela de pressão
  • Manter panelas tampadas
  • Ajustar a chama
  • Planejar refeições
  • Verificar vazamentos

O que esperar daqui para frente

O preço do gás deve continuar oscilando, influenciado por fatores externos como:

  • Preço do petróleo
  • Variação do dólar
  • Políticas de preços

Esses pontos impactam diretamente o valor final ao consumidor

O preço do gás de cozinha mostra como decisões globais e políticas econômicas impactam diretamente o dia a dia das famílias — inclusive dentro de casa.

Educação

Enem 2026: governo anuncia incentivo de R$ 200 para participantes

O governo federal anunciou um incentivo financeiro para estudantes que participarem do Enem 2026. A proposta prevê o pagamento de R$ 200, mas o valor não é liberado de forma geral — ele faz parte de uma política educacional voltada a alunos da rede pública.

Quem tem direito ao valor

O incentivo está vinculado ao programa Pé-de-Meia, criado para combater a evasão escolar e incentivar a permanência dos jovens nos estudos.

Regras principais:

  • Voltado a estudantes do ensino médio da rede pública
  • Prioridade para alunos de baixa renda
  • Exige participação no Enem
  • Necessário estar regularmente matriculado e frequente na escola

Como funciona o pagamento

O valor de R$ 200 é um bônus dentro de um sistema maior de incentivos financeiros ao longo do ensino médio.

📌 Na prática:

  • O aluno recebe valores por:
    • Matrícula
    • Frequência escolar
    • Conclusão de etapas
  • O Enem garante um bônus extra
  • Parte do dinheiro pode ficar guardada para saque ao final do ensino médio

Por que o governo está fazendo isso

A medida faz parte de uma estratégia para manter jovens na escola e aumentar a participação em avaliações nacionais. Tendo como objetivo:

  • Reduzir a evasão escolar
  • Incentivar a conclusão do ensino médio
  • Ampliar o acesso ao ensino superior
  • Estimular a participação no Enem

Apesar de parecer um “pagamento por prova”, o incentivo vai além: ele funciona como um apoio contínuo para que o estudante permaneça na escola e conclua sua formação.

E você, aproveitaria esse incentivo para fazer o Enem? 👀

Entretenimento

Luz, câmera e scroll: Netflix entra na era dos vídeos curtos 

A Netflix decidiu entrar de vez na lógica das redes sociais. A empresa anunciou que vai lançar, ainda neste mês, um feed de vídeos curtos dentro do próprio aplicativo — em um formato bem parecido com o TikTok. A proposta é simples: transformar a forma como os usuários descobrem novos conteúdos.

O que muda no app

A novidade será um feed com vídeos verticais curtos, focado principalmente no uso pelo celular. Em vez de buscar o que assistir, o usuário poderá simplesmente rolar a tela e encontrar sugestões.

Como vai funcionar:

  • Feed de vídeos curtos dentro do app
  • Formato vertical e dinâmico
  • Conteúdos baseados em:
    • Trechos de filmes
    • Cenas de séries
  • Foco em facilitar a descoberta de novos títulos

Estratégia por trás da mudança

A ideia da Netflix é aumentar o engajamento e acompanhar o comportamento do público, especialmente os mais jovens, que já estão acostumados com conteúdos rápidos.

Objetivos da plataforma:

  • Tornar a navegação mais intuitiva
  • Aumentar o tempo de uso no app
  • Incentivar o usuário a assistir conteúdos completos

Streaming ou rede social?

Com a novidade, a Netflix dá um passo além do streaming tradicional e se aproxima cada vez mais das redes sociais.

O que isso indica:

  • Disputa direta pela atenção do usuário
  • Adaptação ao consumo rápido de conteúdo
  • Nova forma de competir no mercado digital

No fim, a mensagem é clara: não basta ter bons conteúdos — é preciso saber como entregá-los.

Curiosidade 🔎

Cães e gatos conseguem prever tempestades? A ciência explica esse comportamento

Muita gente já percebeu isso em casa: antes de uma tempestade começar, o cachorro fica inquieto, late mais ou procura se esconder. Já os gatos costumam se isolar, ficar mais agitados ou buscar cantinhos protegidos. Parece até que eles conseguem “adivinhar” que a chuva forte está chegando.

Mas será que isso é realmente um “sexto sentido”? Na verdade, a ciência explica esse comportamento de outra forma: cães e gatos têm sentidos muito mais sensíveis que os nossos e conseguem perceber mudanças no ambiente antes dos humanos.

O ambiente muda antes da chuva aparecer

Antes de trovões e relâmpagos surgirem, o clima já começa a se transformar. A pressão do ar diminui, o campo elétrico da atmosfera muda e sons de baixa frequência começam a se espalhar por grandes distâncias.

Como eles sentem a queda da pressão do ar?

A pressão atmosférica é o peso do ar sobre a Terra. Quando uma tempestade se aproxima, essa pressão costuma cair.

Cães e gatos conseguem perceber essa mudança principalmente pelo ouvido médio, uma região ligada à audição e ao equilíbrio. Como essa área é muito sensível, pequenas alterações já podem causar desconforto. É parecido com aquela sensação de ouvido tampado durante uma viagem de avião ou ao subir uma serra.

Eles escutam a tempestade antes da gente?

Sim. Outro fator importante são os chamados infrassons, sons de frequência muito baixa que os humanos normalmente não conseguem ouvir.

Trovões distantes, movimentação de massas de ar e até descargas elétricas no céu podem produzir esses sons.

Como cães e gatos têm uma audição mais apurada, eles conseguem captar essas vibrações muito antes de nós. Por isso, alguns começam a tremer, respirar mais rápido ou procurar abrigo sem que ninguém entenda o motivo.

A eletricidade do ar também influencia

Antes de uma tempestade, também acontece um aumento da eletricidade estática no ambiente.

Essa mudança pode afetar diretamente o pelo dos animais. Os fios funcionam quase como pequenas antenas, captando alterações no campo elétrico.

Em alguns casos, o pelo pode arrepiar e até causar uma sensação parecida com formigamento. Isso deixa o animal desconfortável e mais atento ao que está acontecendo.

Como resposta, o corpo libera sinais de alerta: pupilas mais dilatadas, coração acelerado e vontade de buscar segurança.

Então não é “sexto sentido”?

Não exatamente. O que parece um poder especial é, na verdade, uma combinação de audição, tato e percepção muito mais sensível do que a nossa.

Na natureza, perceber uma tempestade antes pode ajudar os animais a encontrar abrigo, proteger filhotes e evitar perigos. Mesmo vivendo dentro de casa, esse instinto continua funcionando.

Como ajudar cães e gatos durante tempestades?

Quando o animal fica assustado com chuva forte e trovões, algumas atitudes simples podem ajudar bastante.

  • Monte um lugar seguro – Deixe um cantinho confortável, silencioso e mais escuro, onde ele possa se sentir protegido. Pode ser uma caixa de transporte aberta, uma caminha com cobertor ou um espaço longe das janelas.

  • Diminua os barulhos externos – Fechar portas, janelas e cortinas ajuda. Música suave ou o som de um ventilador também podem reduzir o impacto dos trovões.

  • Não brigue com o animal – Se ele estiver tremendo, latindo ou escondido, isso não é “drama”. É uma reação natural do corpo diante do medo.

  • Mantenha a rotina normal – Água, comida e companhia ajudam a trazer sensação de segurança. Quanto menos mudanças bruscas, melhor.

  • Procure um veterinário se o medo for muito forte – Em casos mais intensos, um profissional pode orientar tratamentos e formas de reduzir a ansiedade.

Bem-Estar

Peça ajuda sem medo

Peça ajuda sem medo

Durante a rotina de trabalho ou estudo, é comum surgirem dúvidas, dificuldades ou inseguranças. Ainda assim, muitas pessoas evitam pedir ajuda por receio de julgamento ou por acreditarem que precisam dar conta de tudo sozinhas.

Esse comportamento, além de aumentar a pressão interna, pode dificultar o aprendizado e gerar mais ansiedade. Na prática, pedir ajuda é uma atitude madura, que demonstra interesse em aprender e responsabilidade com aquilo que está sendo feito.

Ambientes de aprendizagem são construídos justamente para troca de conhecimento. Ninguém nasce sabendo, e o desenvolvimento acontece por meio da interação com outras pessoas, da escuta e da colaboração.

Reconhecer limites e buscar apoio quando necessário fortalece a autonomia, ao contrário do que muitos pensam. Afinal, aprender também é saber quando é o momento de perguntar, compartilhar e crescer junto com os outros.

Caso precise de suporte especializado ou acolhimento psicológico, o Núcleo Psicopedagógico do Saber pode te ajudar. Solicite agendamento ao seu instrutor.

Também preparamos uma lista de instituições que oferecem psicoterapia gratuita ou com valores acessíveis. Para conferir, clique aqui ou use o QR Code abaixo:

Susgestões da Semana

O último adeus de Sherlock Holmes>

O último adeus de Sherlock Holmes

Indicação do jovem José Inácio Lima Da Silva , da unidade Conselheiro Crispiano

Nesta coletânea de contos, Sherlock Holmes se despede de seus dias como detetive ativo, enfrentando casos que vão além de simples crimes e se conectam a um cenário mais amplo e tenso: a iminência da guerra.

Entre investigações e missões secretas, o livro revela um lado mais estratégico e humano de Holmes, mostrando não apenas sua genialidade, mas também seu papel em algo maior do que si mesmo.

Mais do que um fim, O Último Adeus é uma reflexão sobre legado, inteligência e propósito — deixando no ar a sensação de que algumas mentes brilhantes nunca deixam de agir, apenas mudam de palco.

Operação Supletivo>

Operação Supletivo

Indicação de Aline Pirozzi, Instrutora do Saber

Após anos longe da escola, um grupo de adultos precisa voltar aos estudos para concluir o ensino médio — e o que parecia simples vira uma verdadeira missão. Em meio a diferenças, inseguranças e situações inesperadas, eles enfrentam não só as matérias, mas também seus próprios medos e limitações.

Com uma pegada leve e divertida, Operação Supletivo: Agora Vai! mistura humor com uma mensagem importante: nunca é tarde para recomeçar. Mais do que aprender conteúdos, os personagens redescobrem autoestima, propósito e o valor de não desistir de si mesmos.

No coração do mar>

No coração do mar

Indicação do jovem Guilherme Freitas Sampaio, da unidade Conselheiro Crispiano

Inspirado em fatos reais, o filme acompanha a tripulação do navio baleeiro Essex, que parte em busca de lucro, mas acaba enfrentando o inesperado: o ataque de uma baleia gigantesca que destrói a embarcação. À deriva em alto-mar, os sobreviventes são levados ao limite, lidando com fome, sede, medo e escolhas cada vez mais difíceis.

Mais do que uma história de sobrevivência, No Coração do Mar expõe o confronto entre o homem e a natureza — e, principalmente, o conflito interno de cada personagem. Em meio ao desespero, valores são questionados, a moral é colocada à prova e a linha entre humanidade e instinto começa a desaparecer.

Zoom das Profissões

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