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Saber Saber|54ª Edição: 27/04/26 a 30/04/26
  • 27/04/2026
  • 30/04/2026

Saber News: 54ª Edição: 27/04/26 a 30/04/26

Reflexão da Semana 💭

“Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.”

O Pequeno Príncipe

Nesta edição:

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Carreira e desenvolvimento 👨‍🎓

Virar chefe já não é mais o sonho de todo mundo. Conheça a “quiet ambition”

Durante muito tempo, muita gente acreditou que sucesso profissional tinha apenas um caminho: subir na hierarquia da empresa. Crescer significava ganhar uma sala maior, liderar equipes, virar gerente e, claro, se tornar chefe.

Mas essa lógica está mudando.

Uma pesquisa do instituto Investors in People, feita com mais de 2 mil profissionais no Reino Unido, mostrou que 52% dos trabalhadores não enxergam cargos de gestão como algo desejado. Apenas 32% consideram essas posições inspiradoras, enquanto 40% dizem que a gestão é necessária, mas pouco atraente. Outros 12% acham a liderança opressiva ou até indesejável.

Esse movimento recebeu o nome de quiet ambition, ou “ambição silenciosa”.

O que é quiet ambition?

Quiet ambition é o desejo de crescer profissionalmente, gerar impacto e ser reconhecido sem necessariamente buscar um cargo de chefia.

Ou seja: a pessoa quer evoluir, ganhar relevância e construir uma carreira forte, mas sem precisar liderar equipes ou assumir uma posição hierquica mais alta.

Segundo Charlotte Davies, especialista de carreira do LinkedIn, isso acontece quando a pessoa passa a buscar o que realmente faz sentido para sua vida, em vez de correr atrás apenas do que parece bonito no currículo. É uma escolha mais estratégica e alinhada com objetivos reais.

Por que tanta gente não quer ser chefe?

Muitas pessoas evitam cargos de liderança porque eles costumam trazer mais pressão, sobrecarga, responsabilidade emocional e estresse.

Ser chefe muitas vezes significa resolver conflitos, tomar decisões difíceis e carregar o peso dos resultados de toda uma equipe.

Além disso, há uma mudança importante entre os mais jovens.

Estudos mostram que muitos profissionais da nova geração priorizam qualidade de vida, saúde mental, tempo livre e equilíbrio entre vida pessoal e trabalho. Eles não querem trocar tudo isso apenas por um cargo mais alto.

O problema do preconceito

Mesmo com essa mudança, muitas empresas ainda pensam da forma antiga.

Quem não demonstra interesse em cargos de liderança pode ser visto, de forma injusta, como alguém sem ambição, sem motivação ou pouco comprometido.

Isso pode atrapalhar promoções, aumentos salariais e até o acesso a oportunidades importantes.

Dá para liderar sem ser chefe

Outro ponto importante é que influência não depende apenas de cargo.

É possível liderar projetos, orientar colegas, representar sua área e participar de decisões estratégicas sem ter uma equipe oficialmente sob seu comando.

Em resumo, não querer ser chefe não significa falta de ambição. Significa apenas que a ambição mudou de forma.

Hoje, muitas pessoas entendem que sucesso não é apenas subir no organograma da empresa, mas construir uma carreira que combine com seus talentos, seus valores e sua energia.

Às vezes, o verdadeiro crescimento não está em subir degraus, mas em escolher a escada certa.

Mundo do Trabalho

Na era da IA, talento virou ouro: quem une técnica e atitude dispara na frente

Diante de um momento de transição econômica, marcada pelo controle da inflação, desemprego em baixa e uma corrida por eficiência operacional, muitas empresas optam por investir na contratação de profissionais qualificados, aponta o Guia Salarial 2026 da consultoria global Robert Half.

A disputa fica séria quando os perfis mais procurados são os que combinam domínios como:

  • Técnico em digitação
  • Inteligência Artificial (IA)
  • Análise de dados

Tudo isso combinado com habilidades comportamentais como:

  • Negociação
  • Resiliência
  • Visão Estratégica.

Segundo Fernando Mantovani, da Robert Half, apesar do avanço da tecnologia, o fator humano segue essencial: profissionais qualificados, que tomam decisões, negociam e lidam bem com pressão, saem na frente.

Descubra algumas áreas com os maiores salários do mercado

Finanças e Contabilidade

  • Segmentos em alta: Automotivo, Bens de Capital, Energia
  • Cargos em alta: Controller, Analista Contábil/Fiscal
  • Salário de destaque: CFO pode receber até R$ 86.950
  • Habilidades valorizadas: IA generativa, análise financeira, idiomas

Tecnologia

  • Segmentos em alta: Educação, Indústria, Mercado Financeiro
  • Cargos em alta: Arquiteto de Software, Analista de Segurança da Informação, Analista de Sistemas
  • Salário de destaque: CIO pode receber até R$ 53.600
  • Habilidades valorizadas: Cloud, segurança da informação, desenvolvimento de software

Vendas e Marketing

  • Segmentos em alta: Alimentos e Bebidas, B2C, Energia
  • Cargos em alta: Coordenador de Marketing, Inside Sales, Gerente de Marketing
  • Salário de destaque: Gerente Geral pode receber até R$ 80.950
  • Habilidades valorizadas: automação, análise de dados, IA aplicada, negociação estratégica

O guia apresenta faixas salariais para mais de 300 cargos, organizadas em três níveis de senioridade:

  • Profissionais em início de carreira
  • Perfis com experiência
  • Habilidades consolidadas

Ao final, entende-se que, mesmo com um mercado em expansão, ainda competitivo, o profissional que se destaca é aquele que se adapta, investe em si e busca especializações. Estar atualizado deixou de ser diferencial — é essencial.

Ciência e Tecnologia

Vale do Silício: Como um lugar virou o centro da tecnologia mundial

O Vale do Silício é uma região da Califórnia, nos Estados Unidos, formada por várias cidades. Ele é conhecido como o maior polo de tecnologia do mundo, onde ficam empresas gigantes e startups inovadoras.

O nome vem do “silício”, material usado na fabricação de chips de computador, muito produzidos na região.

Como tudo começou

A história do Vale começou bem antes da tecnologia. Lá no século XIX, a corrida do ouro levou muitas pessoas para a região de São Francisco.

Quem não ficou rico com o ouro precisou encontrar outras formas de ganhar dinheiro. Isso ajudou a criar um ambiente cheio de empreendedorismo e novas ideias.

Guerras, tecnologia e crescimento

Durante a Segunda Guerra Mundial e a Guerra Fria, o governo dos Estados Unidos investiu muito em tecnologia. Empresas da região passaram a desenvolver equipamentos importantes.

A criação da NASA e a corrida espacial também ajudaram a acelerar esse desenvolvimento. Com isso, o Vale do Silício começou a atrair cada vez mais empresas e investimentos.

Por que o Vale do Silício é tão importante?

O Vale influencia o mundo inteiro. Muitas das tecnologias que usamos no dia a dia nasceram lá, como redes sociais, aplicativos, serviços de streaming e ferramentas digitais.

Além disso, o local é conhecido por transformar ideias em soluções que mudam a forma como vivemos, trabalhamos e nos comunicamos.

Cultura de inovação

Uma das marcas do Vale do Silício é a forma de pensar: errar faz parte do processo.

Existe uma cultura de testar ideias, aprender com os erros e tentar de novo, sempre buscando melhorar. Isso ajuda a criar soluções cada vez mais inovadoras.

Grandes empresas do Vale

O Vale do Silício é casa de algumas das maiores empresas do mundo, como:

  • Google
  • Amazon
  • YouTube
  • Apple
  • WhatsApp
  • Uber
  • Netflix

Muitas dessas empresas começaram pequenas, algumas até em garagens, e hoje são gigantes globais.

Estudos, turismo e oportunidades

Além das empresas, a região também tem várias universidades e centros de pesquisa.

O Vale do Silício também virou um ponto turístico. Dá para visitar museus, universidades e até lugares históricos onde grandes empresas começaram.

Resumindo

O Vale do Silício é um lugar onde tecnologia, criatividade e empreendedorismo se encontram.

É dali que saem muitas das ideias que acabam fazendo parte da nossa rotina. Um verdadeiro laboratório de inovação que impacta o mundo inteiro.

Saúde

5 hábitos simples para limpar a mente e viver com menos estresse

Na correria do dia a dia, com tantas cobranças, preocupações e o excesso de tempo nas telas, cuidar da saúde mental se tornou algo muito importante.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, mais de 1 bilhão de pessoas no mundo convivem com algum transtorno mental, como ansiedade e depressão.

Quando a mente fica sobrecarregada por muito tempo, o corpo também sente. Cansaço constante, irritação, dificuldade para dormir e sensação de esgotamento são alguns dos sinais mais comuns.

Por isso, pequenas atitudes podem ajudar bastante a reduzir o estresse e trazer mais equilíbrio.

O psiquiatra Dr. Gustavo Omena chama essas práticas de “faxineiros da mente”, porque elas ajudam a organizar os pensamentos e aliviar a sobrecarga emocional.

1. Ficar em silêncio

Hoje em dia, estamos cercados de barulho o tempo todo, seja no celular, nas redes sociais ou até nos próprios pensamentos.

Ter alguns minutos de silêncio ajuda a mente a desacelerar, organizar ideias e respirar melhor.

Às vezes, parar um pouco já faz toda a diferença.

2. Dormir bem

Dormir bem não é luxo, é necessidade.

Durante o sono, o cérebro organiza memórias, equilibra o humor e ajuda o corpo a se recuperar.

Quando a pessoa dorme mal, a ansiedade e a irritação costumam aumentar.

Por isso, ter uma boa rotina de sono faz muito bem para a saúde mental.

3. Permitir-se chorar

Chorar não é sinal de fraqueza.

Muitas vezes, o choro funciona como uma forma de aliviar a pressão emocional.

Guardar tudo para si pode aumentar ainda mais o estresse.

Deixar as emoções saírem também ajuda a mente a se reorganizar.

4. Praticar o perdão

Guardar mágoas ocupa muito espaço na mente.

Perdoar não significa esquecer o que aconteceu, mas sim deixar de carregar esse peso o tempo todo.

Isso ajuda a trazer mais leveza e paz emocional.

5. Fazer um silêncio digital

Passar muito tempo no celular e nas redes sociais pode deixar o cérebro cansado.

O excesso de informação e estímulos aumenta a ansiedade e dificulta o descanso mental.

Diminuir um pouco o tempo de tela ajuda a mente a respirar melhor.

Pequenas pausas fazem grande diferença

Cuidar da mente não exige mudanças gigantes.

Pequenas pausas, como dormir melhor, ficar alguns minutos em silêncio, se afastar das telas e respeitar suas emoções, já ajudam bastante.

Assim como uma casa precisa de limpeza de vez em quando, a mente também precisa de espaço para funcionar melhor.

Cresce entre jovens a busca por acompanhamento psicológico regular

O acompanhamento psicológico deixou de ser apenas como solução para momentos de crise e passou a fazer parte da rotina de muitos jovens e adultos. A mudança reflete um novo olhar sobre a saúde mental – mais preventivo, consciente e integral.

Emergência e Prevenção

A psicóloga e neuropsicologa Gerllany Amorim chama atenção para uma mudança importante. Ela também destaca sinais de alerta como:

  • Sobrecarga constante
  • Culpa excessiva
  • Cansaço mental persistente
  • Emoções fora de controle

A ideia central é simples: cuidar antes de adoecer.

Informação acessível muda comportamento

Para a estudante Lara Elias, o aumento da busca por terapia está ligado ao maior acesso à informação:

  • Mais conteúdos sobre saúde mental
  • Discussões em universidades e no trabalho
  • Redução do tabu

Tecnologia facilita o acesso

Com essa demanda, plataformas como o mindee ganham espaço ao conectar pacientes a psicólogos com registro no CRP, com foco em:

  • Segurança no atendimento
  • Acesso a profissionais qualificados
  • Critérios técnicos respeitados

Ambientes estruturados aumentam a confiança, e entre os jovens cresce a compreensão de que cuidar da saúde mental é essencial — não só em crises, mas como prioridade.

Brasil e Mundo

Falta de trabalhadores na construção: o que está acontecendo?

Especialistas apontam alguns caminhos:

  • investir em tecnologia (menos esforço físico)
  • melhorar salários e condições
  • oferecer mais qualificação
  • modernizar a forma de trabalhar

A ideia é transformar o trabalho em algo mais técnico e valorizado.

Não é que “os pedreiros estão acabando”. O que está acontecendo é que o trabalho mudou, e a construção civil ainda está tentando acompanhar essas mudanças.

Para atrair mais profissionais, o setor vai precisar evoluir e deixar para trás o jeito antigo de trabalhar.

Petróleo mais caro e guerra no Oriente Médio: por que os biocombustíveis estão voltando ao jogo

Quando o petróleo sobe, quase tudo sente o impacto. E desta vez, com a escalada do conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, o mundo já está vendo isso acontecer — combustível mais caro, mercado instável e uma alternativa ganhando força novamente: os biocombustíveis.

O conflito afetou rotas importantes de energia, especialmente o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás do planeta. Com isso, o mercado ficou mais sensível e os preços do petróleo dispararam mais de 30% desde o fim de fevereiro, antes mesmo da intensificação da guerra.

Enquanto isso, outros insumos como o milho — usado na produção de biocombustíveis — tiveram aumento bem menor, em torno de 5%. Esse desequilíbrio reacende uma discussão global: como reduzir a dependência do petróleo?

🌱 Afinal, o que são biocombustíveis?

Biocombustíveis são combustíveis produzidos a partir de materiais orgânicos, como plantas e resíduos agrícolas. Eles podem ser usados em mistura com combustíveis fósseis, como gasolina e diesel, ou, em alguns casos, substituir parcialmente seu uso, dependendo da tecnologia e do tipo de motor.

Eles são produzidos a partir de culturas como cana-de-açúcar, soja, milho, canola, girassol, dendê e até restos agrícolas. O resultado disso entra em diferentes formas de energia, como:

  • Etanol
  • Biodiesel
  • Biogás
  • Bioetanol
  • Óleo vegetal
  • Bioéter

⚡ Por que eles estão em alta agora?

Com o petróleo mais caro e instável, países e empresas voltam a olhar para os biocombustíveis como alternativa.

Entre os principais motivos estão:

  • Menor emissão de CO₂ na atmosfera
  • Redução do efeito estufa
  • Diversificação da matriz energética
  • Menor dependência do petróleo

No caso brasileiro, por exemplo, a cana-de-açúcar se destaca por gerar combustíveis com emissão de carbono muito menor em comparação a outras fontes.

⚠️ Mas nem tudo é só vantagem

Apesar de serem vistos como uma alternativa mais sustentável, os biocombustíveis também trazem desafios importantes.

A produção em larga escala pode:

  • Incentivar o desmatamento em algumas regiões
  • Aumentar o uso intensivo da terra
  • Consumir muita água na agricultura
  • Criar competição entre produção de energia e alimentos

Ou seja: não é só sobre “energia limpa”, mas também sobre equilíbrio entre meio ambiente, economia e alimentação.

E o Brasil nisso tudo?

O Brasil foi um dos pioneiros no uso de biocombustíveis. Em 1975, criou o Proálcool (Programa Nacional do Álcool), que impulsionou o uso do etanol feito da cana-de-açúcar.

Esse movimento ajudou o país a reduzir a dependência do petróleo importado e fortaleceu toda uma cadeia agrícola e industrial. Incentivos fiscais também ajudaram a popularizar carros movidos a álcool na época.

Hoje, o Brasil segue como um dos maiores produtores de etanol e biodiesel do mundo.

No fim das contas…

A crise do petróleo reacende uma pergunta importante: o que vai mover o mundo no futuro?

Mais do que uma questão de energia, essa discussão envolve economia, meio ambiente e até o que chega no nosso dia a dia — do transporte ao preço dos alimentos.

E talvez a resposta já esteja sendo cultivada nos campos há muito tempo.

Leia mais em:

Caixas de leite ganham novo papel: ajudar na busca por desaparecidos

Uma campanha da marca Piracanjuba, em parceria com a Associação Mães da Sé, já ajudou a encontrar oito pessoas desaparecidas desde outubro de 2024.

A ação chamada “Desaparecidos” coloca fotos de pessoas desaparecidas nas caixas de leite, ampliando a visibilidade dos casos e incentivando a participação da população nas buscas. Como o produto está presente na rotina de milhões de brasileiros, a estratégia transforma as embalagens em um meio de divulgação de grande alcance.

Como funciona a campanha?

Com a ajuda do artista digital Hidreley Dião, a iniciativa utiliza inteligência artificial para recriar possíveis aparências atuais dos desaparecidos. Essas imagens são então inseridas nas embalagens.

As fotos aparecem em diferentes versões de leite da Piracanjuba, como Integral, Desnatado, Semidesnatado e Zero Lactose.

Nova fase da campanha

Na primeira etapa, foram escolhidas 19 fotos, que começaram a circular em outubro de 2024.

Agora, a campanha terá uma nova fase ainda maior, com mais de 50 imagens. Além das caixas de leite comum, as fotos também estarão nas embalagens de leite em pó.

Outra marca do grupo, a LeitBom, também vai participar da ação e divulgará as imagens em suas caixas de leite.

O trabalho da Associação Mães da Sé

A Associação Mães da Sé foi criada em 1996, em São Paulo, para ajudar famílias que procuram parentes desaparecidos.

Além de divulgar os casos, a organização oferece apoio emocional e orientação jurídica. Segundo a associação, mais de 5.700 pessoas já foram localizadas com ajuda desse trabalho.

Um problema que precisa de atenção

De acordo com a associação, no Brasil uma pessoa desaparece a cada 3 minutos. Isso significa mais de 200 mil casos por ano.

Por isso, campanhas como essa ajudam a dar mais visibilidade ao problema e levam esperança para muitas famílias que ainda estão em busca de seus entes queridos.

Finanças

Atalhos para sair das dívidas? Especialistas alertam para riscos de conteúdos virais

Conteúdos nas redes sociais têm prometido soluções rápidas para quem está endividado — desde reduzir drasticamente valores até quitar dívidas pagando pouco. Mas, segundo especialistas, essas orientações simplificam um processo que é mais complexo do que parece.

O que circula nas redes

Entre as dicas mais comuns divulgadas por influenciadores estão:

  • Solicitar o Descritivo Evolutivo da Dívida (DDE)
  • Registrar reclamações no Banco Central do Brasil
  • Utilizar a plataforma Consumidor.gov.br para contestar cobranças

Embora válidas em alguns casos, essas medidas não garantem redução automática da dívida.

O que diz a lei

A chamada Lei do Super endividamento foi criada para proteger consumidores em situação financeira crítica.

  • Permite renegociar dívidas com um plano de pagamento
  • Garante um valor mínimo para despesas básicas
  • Prazo de quitação pode chegar a até 5 anos

Importante: não se trata de perdão ou cancelamento da dívida.

Limites e restrições

Nem todos os casos se enquadram na lei: é preciso comprovar colapso financeiro e agir de boa-fé.

  • Dívidas com garantia (imóveis e veículos)
  • Débitos fiscais (impostos e obrigações com o governo)
  • Créditos rurais

Segundo o advogado Gustavo Fonseca, estar endividado ou considerar os juros altos não basta para acionar a lei, e promessas virais podem gerar expectativas irreais e agravar a situação financeira

O que isso mostra?

O acesso à informação aumentou — mas nem sempre com a profundidade necessária.

Antes de seguir “atalhos” da internet, o ideal é buscar orientação qualificada e entender que soluções financeiras exigem planejamento, não apenas promessas rápidas.

Educação

Projeto da Fundação Bradesco ensina alunos a analisar o mundo e combater fake news

Em meio a conflitos globais e ao excesso de informação, a escola ganha um papel essencial: ajudar os jovens a entender o mundo. Pensando nisso, a Fundação Bradesco, em Osasco, criou o projeto “Argumenta aí”, focado em desenvolver o pensamento crítico dos alunos do ensino médio.

Educação na era da informação

O projeto responde à necessidade de letramento midiático, formando alunos capazes de analisar e questionar informações. Segundo Leonardo Monteiro – gerente sênior da Fundação Bradesco – trabalhar temas atuais ajuda a desenvolver pensamento crítico e construir conhecimento sólido.

Do repertório à prática

Ao longo do ano, os alunos montam um caderno de repertório com conteúdos de diferentes áreas:

  • Textos jornalísticos
  • Obras literárias
  • Reflexões filosóficas

Tudo isso serve como base para argumentação e também para a redação do Enem

Como funciona na prática

A metodologia envolve atividades que conectam teoria e realidade:

  • Análise de notícias e artigos
  • Identificação de argumentos
  • Verificação de fontes e combate às fake news
  • Debates sobre temas atuais (racismo, redes sociais, mulheres na ciência)

Escola como mediadora digital

Em um cenário de informação rápida, a escola assume papel estratégico: desenvolver o pensamento crítico para que o aluno analise, questione e se posicione — não apenas consuma informação.

Mais do que preparar para provas, iniciativas como essa mostram que a educação também forma cidadãos capazes de entender o mundo e agir de forma consciente diante dele.

Entretenimento

Nem todo mundo tá no clima: Copa perde interesse entre brasileiros

Lembra da emoção que tomava as ruas, pintadas de verde e amarelo, com bandeirinhas e cornetas nos dias de jogo? Esse sentimento parece ter diminuído — e não só para você, mas para muitos brasileiros.

Faltando menos de dois meses para a Copa de 2026, o interesse dos brasileiros ainda não decolou.

Segundo o DataFolha:

  • 54% não pretendem assistir (maior índice desde 1994)
  • Recordes anteriores: 53% (2018) e 51% (2022)
  • 31% não assistirão nenhum jogo

Por público:

  • 62% das mulheres não têm interesse
  • 46% dos homens dizem o mesmo

Pesquisa com 2.004 pessoas, entre 7 e 9 de abril.

Desempenho da seleção influência no interesse

A fase em campo não anima: o Brasil terminou as Eliminatórias em 5º lugar, pior da história, e vem de resultados negativos em amistosos, como:

  • Japão
  • Tunísia
  • França

Fora de campo, o clima mudou: rotina mais corrida e consumo individual reduziram a sensação de “país parado”.

Resultando no distanciamento do público em relação ao torneio.

Diferenças de perfil e motivações

O interesse pela Copa varia de pessoa para pessoa, especialmente de acordo com a idade, com destaque para quem ainda se interessa:

  • 16 a 24 anos: 24%
  • 25 a 34 anos: 20%
  • Mais velhos: entre 13% e 15%

Quem ainda se anima aponta a cultura e a diversidade do evento, além do clima de união que a Copa costuma proporcionar.

Já ao contrário, quem se afasta costuma alegar que é por?

  • Falta de identificação
  • Rotina mais corrida

Sabe a noticia boa? Ainda há quem se empolgue, com planos de viagens e reuniões para assistir aos jogos.

No geral, o interesse caiu — mas a Copa ainda encontra espaço entre parte dos brasileiros.

E vocês, estão ansiosos para a Copa? 👀

Do sofá ao scroll: por que ninguém mais assiste reality como antes

Desde que se popularizou, a televisão se tornou parte do cotidiano das famílias brasileiras — e por anos, realities como o Big Brother Brasil lideraram a audiência. Inspirado em 1984, de George Orwell, o formato trouxe a ideia do “Grande Irmão” para o entretenimento e marcou gerações.

O início: um experimento que virou febre

Quando estreou em 2002, o programa era uma aposta: acompanhar pessoas comuns 24h por dia e permitir que o público decidisse os rumos do jogo.

  • Identificação com participantes “reais”
  • Participação ativa do público
  • TV como principal meio de consumo

 Assistir ao programa era um evento — quase um ritual coletivo.

O que mudou no formato

Com o tempo, o reality ficou mais estratégico e menos espontâneo.

  • Menor identificação com participantes
  • Estratégias mais calculadas por medo de “cancelamento”
  • Busca por visibilidade e contratos fora do programa

Hoje, o consumo imediato e fragmentado reduz o espaço do formato longo, impulsionado por plataformas como TikTok, Instagram e X:

  • Cortes de brigas
  • Melhores momentos
  • Provas em tempo real

No mundo a fora

O movimento é global: nos EUA, realities estão em queda, com menos produções e estreias.

  • TV linear caiu 19%
  • Streaming cresceu 5% e já lidera o consumo

Plataformas como YouTube ganham força, com criadores como MrBeast alcançando milhões fora da TV.

Ainda vale a pena?

Mesmo com queda de audiência, o mercado segue investindo alto.

  • Prêmio do BBB26: R$ 5,44 milhões (recorde)
  • Equivalente a cerca de:
    • R$ 54,4 mil por dia de confinamento
    • Décadas de trabalho para a maioria dos brasileiros

O reality pode ter mudado — mas ainda movimenta atenção, dinheiro e influência.

O reality não acabou, mas se transformou.

Hoje, o público consome menos TV tradicional, prefere conteúdos rápidos e se conecta menos com formatos longos.

O desafio agora é se reinventar em um cenário onde a atenção é disputada segundo a segundo.

Curiosidade 🔎

1º de maio: Você sabe por que essa data é comemorada?

O Dia do Trabalho, também chamado de Dia do Trabalhador, é comemorado todos os anos em 1º de maio. A data existe para lembrar a importância dos trabalhadores e a busca por melhores condições de trabalho ao longo da história.

Ela é celebrada no Brasil e em muitos outros países do mundo.

Por que o Dia do Trabalho é em 1º de maio?

Essa data surgiu por causa de um movimento de trabalhadores que aconteceu nos Estados Unidos, na cidade de Chicago, no ano de 1886.

Naquela época, era comum que as pessoas trabalhassem até 12 horas por dia, o que tornava a rotina muito cansativa e difícil. Por isso, muitos trabalhadores começaram a lutar por uma jornada mais justa, de 8 horas diárias.

No dia 1º de maio de 1886, milhares de pessoas participaram de uma grande greve para pedir essa mudança. O movimento ficou conhecido mundialmente e transformou essa data em um símbolo da luta por melhores condições de trabalho.

Com o tempo, o 1º de maio passou a ser reconhecido em vários países como o Dia do Trabalhador.

Como essa data começou no Brasil?

No Brasil, o Dia do Trabalhador começou a ser celebrado no início do século XX, principalmente por grupos de trabalhadores que defendiam mais direitos e melhores condições no trabalho.

Em 1924, durante o governo de Artur Bernardes, o dia 1º de maio se tornou oficialmente feriado nacional.

Mais tarde, durante o governo de Getúlio Vargas, a data passou a ter ainda mais destaque, com eventos públicos e anúncios de leis trabalhistas importantes.

O Dia do Trabalho no mundo

O 1º de maio é comemorado em muitos países, como:

  • Brasil
  • Argentina
  • França
  • Alemanha
  • Espanha
  • México
  • Chile
  • África do Sul
  • Rússia
  • Japão
  • Colômbia

Em alguns lugares, como Estados Unidos e Canadá, a comemoração acontece em outra data, geralmente em setembro.

Qual a importância do Dia do Trabalho?

O Dia do Trabalhador é importante porque lembra que muitos direitos que existem hoje foram conquistados com esforço ao longo do tempo.

Jornada de trabalho mais justa, descanso semanal, férias e outros benefícios são exemplos de avanços que ajudaram a melhorar a vida de milhões de pessoas.

Além disso, a data também serve para refletir sobre o presente e lembrar que valorizar o trabalho e garantir condições dignas continua sendo algo essencial.

Bem-estar 🧘‍♀️

Nesta seção, o time de Psicólogas do Saber compartilha dicas valiosas de bem-estar e saúde mental. Nosso objetivo é trazer reflexões e orientações simples, mas importantes, para ajudar você a cuidar da mente e tornar o dia a dia mais leve e equilibrado.

Erro não é fracasso, é aprendizado

Erro não é fracasso, é aprendizado

O medo de errar é comum, especialmente em fases de aprendizado e início da vida profissional. Muitas vezes, existe a ideia de que errar significa falhar ou não ser capaz. No entanto, do ponto de vista do desenvolvimento humano, o erro é uma parte essencial do processo de aprendizagem.
Estudos mostram que é justamente ao errar que o cérebro ativa mecanismos importantes para a construção de novos conhecimentos. Quando refletimos sobre o que não deu certo, criamos conexões mais sólidas e desenvolvemos habilidades com mais consistência.

Ambientes que valorizam o aprendizado, e não apenas o acerto, contribuem para que as pessoas se sintam mais seguras para tentar, perguntar e evoluir. Por outro lado, o medo constante de errar pode gerar ansiedade, insegurança e até bloqueios no desempenho.

Encarar o erro como parte do caminho permite um crescimento mais saudável e realista. Mais do que evitar falhas, o importante é aprender com elas e seguir em frente com mais experiência. Afinal, crescer também é aprender a lidar com os próprios erros.

Caso precise de suporte especializado ou acolhimento psicológico, o Núcleo Psicopedagógico do Saber pode te ajudar. Solicite agendamento ao seu instrutor.
Também preparamos uma lista de instituições que oferecem psicoterapia gratuita ou com valores acessíveis. Para conferir, clique aqui ou use o QR Code abaixo:

 

Tô no Saber

Nesta semana, quem assume a palavra é a Yasmin, que em seu relato, ela compartilhou, com muito entusiasmo, como foi a jornada no Saber — cheia de aprendizados, desafios e descobertas pelo caminho. ✨

Yasmin Queiroz>

Yasmin Queiroz

Durante meu contrato como jovem aprendiz, aprendi diversas coisas e cresci tanto profissionalmente quanto pessoalmente. Tive a oportunidade de conhecer pessoas incríveis e de me aproximar ainda mais da área da psicologia, pela qual sou apaixonada. Fui jovem aprendiz na Panco e posso afirmar, com toda certeza, que tanto a Panco quanto o Saber são empresas incríveis. levarei comigo o carinho por cada colega e por todos os mediadores que me acompanharam nessa jornada. Hoje me sinto mais preparada para o mercado de trabalho e reconheço o quanto o saber contribuiu para esse desenvolvimento.

Susgestões da Semana

O mar da tranquilidade>

O mar da tranquilidade

Indicação da jovem Emily Oliveira , da unidade Conselheiro Crispiano

Ambientada em um futuro distópico, a série acompanha uma equipe enviada à Lua para investigar uma base de pesquisa abandonada em meio a uma crise global de escassez de água. A missão parece simples — recuperar amostras —, mas rapidamente se transforma em algo muito mais perigoso.

Ao explorar a estação, a equipe descobre segredos e enfrenta perigos, em um clima crescente de tensão e suspense.

Com uma narrativa envolvente e cheia de reviravoltas, The Silent Sea levanta questionamentos sobre sobrevivência, ética e os limites da ciência em um cenário extremo.

Sapiens - a origem da humanidade>

Sapiens - a origem da humanidade

Indicação de Celyne da Conceição Xavier, Instrutora do Saber

Escrito por Yuval Noah Harari, o livro apresenta uma jornada pela história da humanidade, desde os primeiros humanos até a sociedade moderna, mostrando como chegamos até aqui.

Com uma linguagem acessível, a obra explica grandes revoluções — cognitiva, agrícola e científica — e como elas moldaram cultura, economia e comportamento ao longo do tempo.

Mais do que contar fatos, Sapiens provoca reflexões sobre o presente e o futuro, questionando ideias que muitas vezes tomamos como certas.

Forrest Gump>

Forrest Gump

Indicação do jovem Vinicius Pelacani , da unidade Estácio – Santo Amaro

Dirigido por Robert Zemeckis e estrelado por Tom Hanks, o filme acompanha Forrest, um homem simples que, mesmo com limitações intelectuais, acaba vivendo momentos extraordinários ao longo da história dos Estados Unidos.

Entre corridas inesperadas, passagens pelo exército e encontros marcantes, Forrest se envolve em grandes acontecimentos sem nem perceber o impacto de suas ações. Tudo isso enquanto carrega um sentimento constante: o amor por Jenny, sua amiga de infância.

Com uma mistura de humor, emoção e reflexões sobre a vida, Forrest Gump mostra que não é preciso ser extraordinário para viver uma história incrível — às vezes, basta seguir em frente.

Zoom das Profissões

 

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